Andar aos Gambozinos

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Sigur Ros - Saeglopur

Terça-feira, Novembro 20, 2007

Skye - Love Show

Uma das minhas preferidas!

Stresse: o inimigo do século XXI


Nas últimas décadas, cada vez mais pessoas sofrem de stresse. As mudanças bruscas no estilo de vida e a exposição a um ambiente cada vez mais complicado levam-nos a sentir um determinado tipo de angústia. Sentimo-nos desprotegidos e envolvidos em situações traumatizantes; os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a sofrer de doenças, especialmente do foro cardiovascular.

CAUSAS COMUNS

Cada pessoa reage de forma diferente a possíveis factores de stresse. Se saltar de pára-quedas é um passatempo e um divertimento para uns, para outros só a ideia já é aterradora. Não existem pois factores absolutos. No entanto, aqui ficam alguns exemplos mais comuns:
Ameaças súbitas: incêndios, explosões, acidentes;
Torturas, detenções e outras situações de violência;
Violência urbana diária;
Desequilíbrio dos mecanismos de defesa individuais;
Acidentes ou ocorrências com lesões corporais importantes;
Sensação de insegurança;
Perda da estabilidade económica, como ser demitido;
Dficuldades sexuais;
Doenças prolongadas;
Intervenções cirúrgicas;
Morte de pessoas próximas;
Mudanças imprevistas;
Aquisição de dívidas e de compromissos difíceis de honrar;
Conflitos permanentes no trabalho ou em casa.
Divórcio;

O STRESSE COMO DOENÇA

O stresse provoca um desequilíbrio entre o corpo e a mente, afectando os mecanismos de defesa. Os sintomas manifestam-se com a combinação de vários factores. Para os médicos, o stress é o causador de muitas doenças; contribui também para complicar ou atrasar a recuperação de uma doença prolongada ou aumentar o seu período incapacitante. O stresse pode originar perturbações mentais, erupções da pele, alterações do aparelho digestivo, alteração de certas glândulas internas (tiróide), perturbações menstruais, impotência, desinteresse pela actividade sexual, entre outras.

SUGESTÕES PARA EVITAR O STRESSE

Aprenda e pratique uma técnica de relaxamento, para libertar a sua mente de pensamentos negativos e perturbações que irão quebrar do círculo vicioso do stresse;
Afaste-se de situações angustiantes ou conflituosas;
Transforme as sessões de relaxamento e alongamento muscular num hábito diário;
Evite levar para casa problemas relacionados com o trabalho; peça apoio à sua família, mas não a envolva em problemas;
Esforce-se por repartir o seu tempo de forma equilibrada entre trabalho, lazer e família;
Caminhe um pouco antes de ir para casa;
Vá a livrarias ou museus;
Tome uma bebida calmante, com por exemplo um chá quente ou gelado;

ALGUMAS TÉCNICAS DE RELAXAMENTO

Feche os olhos por alguns segundos várias vezes ao dia. Faça inspirações profundas e lentas em sessões repetidas ao longo do dia.
Quando sente que o seu ânimo dimimui ou está angustiado, faça uma pausa e siga algumas das sugestões anteriores. Outro movimento simples e muito bom para relaxar é movimentar os ombros para cima e para baixo de forma longa e lenta e esticar as mãos ao mesmo tempo.
Estabeleça horários e rotinas de relaxamento e exercícios pré-definidos com durações específicas. Estes rituais podem transformar-se em verdadeiros "oásis" que o afastam da angústia ameaçadora.<>
TRATAR O STRESSE

Para controlar, melhorar e prevenir os efeitos do stresse, defina e resolva de forma honesta e séria os conflitos que, a diferentes níveis, possa estar a viver: espirituais, profissionais ou familiares.
Procure diferentes tipos de aconselhamento. Consulte especialistas: médicos, psicólogos, terapeutas ou inscreva-se em grupos de apoio.
Seja moderado em todas as suas actividades, mas reforce as que lhe causam maior entretenimento ou satisfação. Faça uma boa alimentação. Beba com moderação.
Pratique exercício de acordo com suas possibilidades físicas. Hoje em dia, tem ao seu dispor inúmeros ginásios e health clubs que lhe oferecem diversos programas de exercícios, individuais ou colectivos, onde se combina o exercício físico com técnicas de relaxamento que serão uma excelente opção para o final do dia (exemplos: alongamentos; bodybalance; ioga; pilates; shiatsu, etc.)
Proponha-se um novo estilo de vida e realize-o. Fixe metas para si mesmo:Aumente progressivamente a distância que caminha para chegar ao escritório ou voltar para casa. - Proponha-se ler um livro, disciplinadamente, todos os meses.- Pratique desporto duas a três vezes por semana; Não dê desculpas para faltar!- Vá ao cinema, teatro ou a outros espectáculos pelo menos uma vez por semana.

Obesidade pediátrica


De facto, as crianças hoje em dia não têm lá muita actividade física. Se dantes andavam de bicicleta, hoje andam de veículos a motor, ou então sobre rodas, de skate ou patins… Não vão a pé para a escola, até por uma questão de segurança e, muitas, não fazem educação física! As nossas cidades também não foram propriamente planeadas para serem saudáveis. Não há jardins para as crianças brincarem, jogarem às escondidas, saltarem à corda, ou seja, para as brincadeiras das gerações anteriores, pelo que passam a vida sentados à frente ou da televisão ou do computador, e normalmente, como se não bastasse, a debicar qualquer coisa... É também através da televisão que são bombardeadas com publicidade que anuncia produtos como sendo saudáveis, oferece brindes, ou apela a características que as crianças pretendem imitar. Na escola, os bufetes e as máquinas de venda automática oferecem uma variedade enorme de produtos menos saudáveis. Os próprios rituais familiares sofreram muitas alterações e a alimentação passou a ser desvalorizada. Na tentativa de melhorar o fim do dia, os pais optam pelas refeições rápidas, que estão carregadas de sal e gordura. E, depois, aos fins-de-semana, as famílias correm para os centros comerciais à procura de um lugar para saborear qualquer coisa carregada de calorias... É que, ainda por cima, comer gordura e açúcar é, para além de tudo, muito mais barato. E assim as nossas crianças vão comendo mal a tempo inteiro. dentro e fora de casa.

O que podemos fazer para combater este flagelo?


Nesta fase da vida, mais do que impor dietas, é preciso modificar estilos de vida. Ou seja, torna-se necessário intervir ao nível da família, ensinando-as a fazer compras, e a emagrecer o carrinho do supermercado; é também importante que os pais saibam quando e como dizer não aos filhos. Torna-se fundamental a intervenção da Indústria, não só na alteração das regras do marketing alimentar, mas também para apostar numa nova formulação de produtos, de forma a termos ofertas saborosas e mais saudáveis. E torna-se necessário intervir na escola, onde é urgente que os Conselhos Executivos ponham em prática as novas recomendações para os bufetes escolares elaboradas pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, que define um conjunto de produtos alimentares a promover e outros a limitar. Só assim, com uma educação alimentar transversal a toda a sociedade, podemos pensar em lutar contra a obesidade em idade pediátrica.

Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Colesterol: o que é e como reduzir


Que tipos de colesterol existem?

O colesterol circula no sangue ligado a uma proteína. Este conjunto colesterol - proteína é, por isso, conhecido por lipoproteína. As lipoproteínas são classificadas em altas, baixas ou muito baixas, em função da respectiva proporção de proteína e gordura em cada uma, o que determina a sua densidade.
Lipoproteínas de baixa densidade (LDL): são vulgarmente conhecidas como “mau”colesterol, por ser aquele que se deposita na parede das artérias, provocando aterosclerose. Quanto mais altas forem as LDL no sangue, maior é o risco de doença cardiovascular
Lipoproteínas de alta densidade (HDL): também conhecidas por colesterol “bom”, que tem como papel a limpeza das artérias, pelo que quanto mais altas forem menor risco há de surgir doença cardiovascular
Lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL): são semelhantes às LDL, mas contendo mais gordura e menos proteínas
Triglicéridos: são um outro tipo de gordura que circula no sangue ligada às VLDL. Uma alimentação excessivamente rica em calorias, açúcares ou álcool eleva os triglicéridos, aumentando o risco cardiovascular.

Como reduzir o colesterol e o risco de doença cardiovascular?

Algumas pequenas medidas são muito úteis:
· Reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e colesterol. Estamos a falar em produtos animais, nomeadamente na carne vermelha e nos produtos lácteos não desnatados
· Praticar regularmente exercício. A actividade física aumenta o colesterol das HDL, para além de ajudar a controlar o peso, a diabetes e a pressão arterial, factores de risco importantes de doença cardiovascular.
· Deixar de fumar. Para além de toda uma série de malefícios para a saúde, o tabagismo desce o colesterol das HDL. Felizmente ao deixar de fumar as HDL voltam a subir.
· Tomar a medicação prescrita pelo seu médico.

Como tratar o colesterol alto?

O objectivo do tratamento é o de diminuir o risco de doença cardiovascular, através da redução do colesterol das LDL e subida das HDL.
É importante referir que o controlo dos níveis de colesterol deve assentar numa dieta saudável rica em fibra vegetal e pobre em gorduras saturadas, colesterol e ácidos gordos trans. Estes são essencialmente produtos manufacturados a partir de óleos vegetais, tais como algumas margarinas sólidas à temperatura ambiente e óleos utilizados para fritar. O controlo do peso, a actividade física regular e não fumar são companheiros indispensáveis da dieta.
O recurso a medicamentos, quando necessários, deve ser decidido e acompanhado pelo médico assistente, que leva em conta, não só os valores do colesterol, como também o risco global, determinado com base na idade do doente, no sexo, na pressão arterial, na HDL e no tabagismo.


Prof. Manuel Carrageta, Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia

Quinta-feira, Novembro 08, 2007

550 milhões de crianças são alvo de violência todos os anos


Save The Children Internacional

Todos os anos quase 550 milhões de crianças sofrem violência familiar, trabalham em actividades de risco ou são alvo de mutilações genitais, revela o primeiro estudo global sobre violência infantil da ONU.

O documento, produto de três anos de trabalho conjunto de várias agências especializadas das Nações Unidas, afirma que a violência contra os menores «está presente em todos os sítios», desde o lar até à escola, passando pela comunidade, pelas instituições como os orfanatos e centros de reabilitação, e no ambiente de trabalho.

Os números mostram que 275 milhões de crianças são violentadas nas suas famílias, 126 milhões são sujeitas a trabalhos considerados de risco e entre 100 e 140 milhões de meninas e adolescentes sofrem mutilações genitais. No entanto, «a violência exercida sobre as crianças permanece escondida», afirmou hoje o responsável pelo estudo e especialista da ONU, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. O documento avança que existem formas de violência «escondidas» ou «invisíveis» que afectam as crianças e que ocorrem sobretudo no seio da família ou das instituições que têm obrigação de as proteger e sobre as quais existem poucos dados estatísticos.

No seio da família, as crianças costumam sofrer agressões - violência física, verbal, humilhações ou ameaças - encobertas por justificações disciplinares, enquanto que os abusos sexuais costumam ser levado a cabo por algum membro da família ou por uma pessoa próxima. De acordo com Paulo Sérgio Pinheiro, que apresentará oficialmente o estudo à Assembleia-geral da ONU no próximo dia 12, uma das conclusões principais é que «a violência infantil pode ser prevenida» e que «é possível diminuir a dimensão do problema».

Concretamente, propôs programas de visitas surpresa a lares com crianças, campanhas de educação e sensibilização, assim como políticas para eliminar o acesso «demasiado fácil» a armas e drogas como formas eficazes de reduzir os níveis de violência.

O estudo, encomendado pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, é a primeira tentativa de elaborar uma estimativa da magnitude e da diversidade das formas de violência contras as crianças no mundo.

Quarta-feira, Novembro 07, 2007

Beber cerveja depois de exercício físico


De acordo com um estudo, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, em Espanha, o consumo de cerveja após a realização de exercício físico pode trazer benefícios ao corpo.

Segundo a pesquisa, a bebida ajuda a repor o líquido perdido na transpiração durante o exercício e os seus açúcares, sais e gás ajudam o organismo a absorver os fluidos mais rapidamente. O estudo recaiu sobre 25 estudantes, que correram numa passadeira, sob 40 graus centígrados, até ficarem exaustos.

De seguida, os investigadores mediram os seus níveis de hidratação, capacidade de concentração e coordenação motora. Metade dos voluntários bebia dois copos de cerveja, enquanto os restantes bebiam apenas água. Os estudantes que bebiam cerveja demonstraram níveis de hidratação «um pouco superiores» aos daqueles que beberam água.

A experiência foi repetida durante vários meses. Os cientistas recomendam o consumo moderado de cerveja após os exercícios, 500 mililitros para os homens e 250 mililitros para as mulheres, como parte de uma dieta atlética. Contudo, de acordo com o especialista em hidratação pós-exercício da Universidade britânica de Bath, James Betts, «apesar da ingestão de cerveja numa pequena quantidade ser um modo de ingerir fluidos, a melhor maneira de repor os líquidos no organismo ainda é com bebidas energéticas, ricas em açúcares, água e sal».

Federação Portuguesa de Deficientes

Terça-feira, Novembro 06, 2007

Mensagem dos Gambozinos


Quase 40% dos toxicodependentes nunca fizeram tratamento


Cerca de 40% dos toxicodependentes em situação de marginalização, que consomem droga há pelo menos dez anos, nunca fizeram tratamento, constatou um estudo de caracterização do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) que analisou uma amostra desta população que é acompanhada por equipas de rua de todo o país.

Segundo a edição desta segunda-feira do diário Público, o estudo, realizado este ano, mas com dados de 2004, foi levado a cabo com o contributo de dezanove das 26 equipas financiadas pelo IDT para dar apoio a toxicodependentes em situação de marginalização, que ajudaram a traçar um retrato parcial das cerca de 14 a 15 mil pessoas com quem as equipas contactam no espaço de um ano.

A amostra foi assim de 1216 consumidores problemáticos. Os dados analisados, a que o Público teve acesso, demonstram que são 37% os que nunca fizeram tratamento para deixar a dependência. O que não implica que não tenham tentado, na maioria das vezes por sua conta e risco, desabituações (88,9 por cento já o fizeram).

A responsável pelo Núcleo de Redução de Danos do IDT, Paula Andrade, explica que a maioria tenta esta primeira fase de desabituação física, que no caso da heroína dura de sete a dez dias, mas muitos não passam ao tratamento. Estas tentativas são, na maioria, feitas em casa (62,4 por cento), nalguns casos com ajuda de medicação prescrita, por exemplo, pelo médico de família. Os que foram além deste primeiro passo e optaram pelo tratamento pelo menos uma vez na vida são 62,9% da amostra analisada; a grande maioria recorreu a um Centro de Atendimento a Toxicodependentes, logo seguido de comunidades terapêuticas e do hospital.

Neste universo, a maioria tentou de uma a três vezes deixar a dependência. A redução dos riscos de contágio de doenças é um dos objectivos das equipas de rua, que também têm como função encaminhar para rastreio e tratamento de enfermidades.

Estudo constata que 33% já partilharam algum tipo de material de consumo, na maioria pedido emprestado ou, em menos situações, encontrado na rua. Entre os que partilham, o recipiente ou colher é o material mais partilhado, logo seguido da seringa. Outra prática de risco é a relação sexual desprotegida - de entre os 63% que têm parceiro, cerca de metade pratica sexo sem protecção.

Apesar da exposição a riscos, constata-se que quase metade nunca foram rastreados para o HIV (48,8%) e para a hepatite B (55,3%) e C (46,4%). Apenas 35,7% dos utentes foram rastreados para a tuberculose. De entre os utentes rastreados, a doença mais frequente é a hepatite C, com 65,3% dos utentes a ter diagnóstico positivo, seguido do HIV, com 38,1%.

Confirmando que a via injectada traz muito mais riscos de infecção do que a via fumada, o estudo verifica que, entre os consumidores que foram rastreados, os que fumam heroína estão menos afectados pelo HIV: 41,1%, em contraste com 88,8% de seropositivos entre os consumidores da substância por via endovenosa.

Segunda-feira, Outubro 29, 2007

Nobel da Literatura 2007


A escritora britânica Doris Lessing ganhou no dia 11 de Outubro o Nobel de Literatura 2007, um prémio que recompensa uma obra vasta, variada e marcada pelos cenários da África e a causa feminista.
O júri descreveu Doris Lessing num comunicado como "a narradora épica da experiência feminina, que, com cepticismo, ardor e uma força visionária sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio".
Doris Lessing completará 88 anos no dia 22 de outubro. Desde o início da premiação em 1901, ela é a 11ª mulher a receber o Nobel de Literatura.
A escolha foi uma surpresa já que o nome de Lessing, com frequência citado como favorito no passado, já não aparecia actualmente nos círculos suecos.
A romancista não pôde ser localizada após a divulgação da notícia. De acordo com o seu agente literário, ela estava a fazer compras em Londres e não foi possível avisá-la antes que ela ficasse a saber do prémio pelos meios de comunicação.
Nascida no território da Pérsia, actualmente Irã, em 1919, quando o seu pai era capitão do Exército britânico, Doris May Taylor viveu parte da juventude na então Rodésia (actual Zimbábue), o que marcou a sua obra.
Ex-membro do Partido Comunista britânico, do qual se afastou em 1956 após a repressão da rebelião húngara, é comparada frequentemente com a francesa Simone de Beauvoir por suas ideias feministas.
"The golden notebook" ("O caderno dourado"), de 1962, a sua obra-prima, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário íntimo.
Para o Comité Nobel, este livro "é uma obra pioneira do movimento feminista e pertence ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX".
Sua juventude, passada entre vários continentes, inspirou a galardoada a produzir a sua primeira saga, escrita de 1952 a 1969: os cinco volumes de "Filhos da Violência".
Entre outras de suas principais obras figuram "The Grass is Singing", "The good terrorist", sobre um grupo de revolucionários de extrema-esquerda, "Andando na Sombra", "Regresso para casa" (1957), onde denuncia o apartheid na África do Sul, "O quinto filho", "Debaixo da Minha Pele da Companhia das Letras" e "Andando na Sombra".
A escritora sempre soube explorar todos os estilos, sem hesitar em uma incursão no mundo da ficção científica com os cinco volumes da série "Canopus em Argos: Arquivos", escrita entre 1979 e 1983, e entre os quais se destaca "Shikasta".
Nesta saga, Lessing imagina o mundo depois de um conflito atómico e fala dos antagonismos entre os princípios feminino e masculino, assim como de colonialismo e de catástrofes ecológicas.
Em 1984 Doris Lessing fez uma brincadeira com os meios literários ao lançar "Diario de uma boa vizinha" sob um pseudónimo (Jane Somers). A sua própria editora, que não conhecia a verdadeira identidade da autora, recusou-se a publicar o livro.
Casada duas vezes e divorciada, a escritora afirma que "o matrimónio é um estado que não a convém".
Doris Lessing vive actualmente na periferia de Londres e, nos últimos anos, dedicou-se principalmente às obras de ficção científica.
O Nobel de Literatura é acompanhado por um prémio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de 1,08 milhão de euros) e será entregue no dia 10 de Dezembro, em Estocolmo, durante a tradicional cerimónia na presença da família real.